Fórum em Fazenda Rio Grande discute a Promoção da Igualdade Racial.

Fórum em Fazenda Rio Grande discute a Promoção da Igualdade Racial

- Fórum em Fazenda Rio Grande discute a Promoção da Igualdade Racial.

“O racismo não se combate com o silêncio, se combate com a luta pela promoção da igualdade racial”. As palavras da professora mestra Andressa Ignácio da Silva, deram o tom do I Fórum Municipal de Promoção da Igualdade Racial ocorrido em Fazenda Rio Grande, nesta semana.

Com a presença de profissionais da Educação, movimentos sociais e população em geral tiveram contato com especialistas e pessoas que contaram um pouco de seus cotidianos e estudos no Teatro Municipal, o Fórum debateu ações públicas que estão em desenvolvimento no município, assim como, diretrizes que podem ser aplicadas pelo Poder Público.

Na abertura do Fórum, o secretário de Governo, Beto Rocha, anunciou que a criação do Conselho Municipal de Igualdade Racial já foi aprovado em primeira votação e que deverá ser aprovado em breve. “Essa ação vai ao encontro do que queremos em nosso município, devemos todos nos tratar como irmãos e chega a ser inadmissível que em 2018 tenhamos que discutir esses temas, mas que se fazem necessários”, comentou.

O secretário de Educação, Professor Ednelson Sobral, que representou o prefeito Marcio Wozniack, disse que o Fórum “atende as diretrizes da gestão do prefeito Marcio Wozniack, que por meio da intersetorialidade foi possível organizar o Fórum e poder se fazer esse debate com pessoas que trazem o conhecimento das lutas do segmento”.

“Falarmos de igualdade racial nos dias atuais seria um contrassenso, porém, é necessário, mesmo com a maioria da população sendo negra, somente com debate e ações fortes se conquistará a igualdade. Nesse aspecto a Educação tem um papel fundamental, pois é mais fácil construir esse conceito de igualdade junto à criança do que em relação ao adulto”, comentou.

Para Simone Cristina, da coordenação do Fórum e que representou o secretário de Assistência Social, José Roberto Zanchi, o Fórum destaca a luta diária de pessoas e entidades. “Trouxemos muitas pessoas que nos mostraram que há muito a ser feito, mas que o tema deve ser levado muito a sério, há necessidade dessa discussão e eventos como esse nos ajudam a ampliar ainda mais esse horizonte”, disse.

O diretor de Cultura, Diego Gouveia, elogiou o trabalho realizado e ressaltou a criação do Conselho. “É uma grande vitória para todos nós, o Conselho vai permitir a aplicação de mais políticas públicas”, disse.

Com a criação do Conselho, segundo o presidente do Conselho Estadual de Promoção Racial, Saul Dorval, um dos palestrantes, o município poderá ter acesso a recursos específicos para essa área. “O município poderá aderir ao Sinapir, e com isso, ter acesso a verbas para a aplicação de políticas públicas voltadas para a igualdade racial, será um passo muito importante a ser dado”, comentou.

Já a coordenadora do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculo, Rejane Carvalho, destacou um dos objetivos do Fórum. “Temos que lutar por mais espaço na sociedade, fazer esse resgate histórico, pois racismo não é vitimismo, como muitas pessoas querem acreditar, ele existe, está aí para ser combatido e os dados mostram que a violência contra negros, e pior ainda, contra mulheres negras, como salários mais baixos, devem ser debatidos e mudados”, finalizou.

Na opinião da mestra Andressa Ignácio, um dos pontos a serem combatidos é o racismo institucional. “A criança negra precisa se sentir representada, precisamos nos perguntar no cotidiano das escolas se estamos fazendo isso, quando damos um abraço ou quando há outras relações, como pentear os cabelos, as (os) professoras (es) precisam se perguntar se estão colaborando para essa representação ou fortalecendo o racismo institucional”, alertou.

Também participaram do Fórum o professor Franklin David e a especialista em Gestão e Igualdade Racial Ana Ragiio.

O evento foi promovido pelas secretarias da Educação; da Cultura e da Assistência Social.