Prefeitura amplia sistema de monitoramento do Aedes Aegypti.

Prefeitura amplia sistema de monitoramento do Aedes Aegypti

- Prefeitura amplia sistema de monitoramento do Aedes Aegypti.

Com o objetivo de manter o município livre de infestações pelo mosquito aedes aegypti, a Prefeitura Municipal de Fazenda Rio Grande por meio da Divisão de Vigilância em Saúde, entrou neste mês de julho, em processo de expansão do Sistema de Monitoramento Integrado do Aedes Aegypti por armadilhas (MI Aedes).

66 novas armadilhas vêm sendo instaladas pela equipe municipal de combate a endemias nas áreas de maior risco para a proliferação do mosquito. Considerando que a fêmea do aedes aegypti é que transmite as doenças, e três dias após picar uma pessoa (pois precisa de sangue para a produção de ovos), já estão aptas a pôr seus ovos, passando então a procurar locais escuros e sombreados com água parada para desovar; as armadilhas de larvitrampas são elaboradas com todos esses requisitos, atraindo as fêmeas para a desova.

Segundo a diretora de Vigilância em Saúde, Nelcelí Garcia, a iniciativa se fez fundamental após a detecção de larvas de aedes aegypti em algumas armadilhas do município; explicando que, um número maior de armadilhas, aumenta a probabilidade de captura de possíveis focos. “O mosquito Aedes Aegypti, que normalmente atacava no verão, vem se adequando aos fatores climáticos e continua se reproduzindo em temperaturas mais baixas. Temos observado que, independentemente do frio, a dengue é presente no Paraná e 81 municípios já apresentam epidemia. Já não existe mais dengue sazonal, sobre as epidemias só ocorrerem no verão, marcado por calor e chuva,” destaca a diretora.

Segundo Nelcelí, o município de Fazenda Rio Grande, mantém-se como não infestado, mas que os esforços da equipe de endemias precisarão ser redobrados para o monitoramento de cada armadilha, além do trabalho de análise entomológica e ações de educação em saúde, em alerta contínua a população para o combate ao mosquito.

Após a instalação de cada armadilha, um monitoramento semanal é realizado pela equipe. Este sistema de monitoramento permite identificar a presença de larvas do Aedes Aegypti ou albopictus, intensificando o tratamento nos locais em que se identificar a presença dos vetores evitando sua propagação e a incidência da dengue, febre amarela, zika vírus e chikungunya. As larvitrampas são instaladas a uma altura aproximada de 80 cm do solo em sítios preferenciais para o vetor. Durante a inspeção de cada armadilha, que é rigorosamente semanal, são priorizadas inicialmente a captura de mosquitos adultos, em seguida, faz-se a busca de ovos, larvas, pupas e exúvias (cutícula do exosqueleto do vetor). Ao final da operação, o município contará com 130 armadilhas, o que possibilitará medir a eficiência do trabalho realizado.

A secretária de Saúde Irani dos Santos, que assumiu a pasta há um mês, apoiou a iniciativa dentre as estratégias que vem trabalhando juntos às equipes para a melhoria dos serviços.